Psicanálise do Homo Sapiens
Ao me deitar, toda noite,me deparo com uma intrigante núvem
de perguntas: Por que estou aqui? Oque devo fazer? Será que o que fiz
agradou ao universo? Será que as estrelas que me observam dia e noite
me aprovam?
Não me importo com o que os seres ,ditos, humanos pensam, porque a
maioria simplesmente não sabe pensar. Me volto portanto para a cons-
ciência do universo, onde eu sou o meio termo entre o tudo e o nada.
Sou tão importante para o cosmos, quanto a massa estelar ou quanto
a uma partícula cósmica qualquer. A significância do meu ser é a compre-
ensão que atingimos do tudo,do universo,a cada instante do tempo, e em
qualquer lugar do espaço.
Não precisamos em absoluto, atingir fisicamente uma Nebulosa ou a
Andrômeda para captarmos essa consciência, pois ela está em cada ser.
Quanto mais nos apronfurdarmos no nosso âmago, com a sabedoria
e meticulosidade, maior será a nossa compreensão do tudo e por-
tanto mais próximos estaremos de Deus. Más se nós, seres humanos,
delegados de poder,justiça e sabedoria sobre a Terra, continuarmos a
caminhar erroneamente, alienados nesta perspectiva como andróides,
debalde à atingiremos, e sim estaremos causando uma abiotrofia mental
e espiritual irreversível.
Porém temos em mãos o destino do nosso mundo, enquanto plagiarmos
a sabedoria nesta vida efêmera, porém eterna como um átomo.
Quando acordei, uma vóz me disse: Por que voce, ser humano, não
anda em busca da real e verdadeira essência, ao invés de deixar es-
correr entre os dedos, esta seiva, em troca da vida caótica e imaginá-
ria que a sociedade lhe dá? Quem me questionava era a minha subcon-
ciência.
Valmir N. de Oliveira
Obra literária com copyrights,direitos autorais, para utilização consulte o autor.

