Por muito tempo a doença de Chagas ( doença descoberta em 1909 pelo
pesquisador e medico sanitarista brasileiro Dr. Carlos Chagas) foi menosprezada
pela comunidade cientifica internacional, afinal de contas não era uma doenças
que afetava a população de países ricos, é encontrada com maior frequência em
casas de "taipa", casas de pau-a-pique, palafitas, e outras moradias
dos menos favorecidos. Mas recentemente a doença começou a entrar nos países
ricos pela porta da frente, viajantes infectados, alimentos e bebidas
contaminados pelas fezes do Barbeiro, além da transmissão vertical (da mãe
para o feto).

Cerca de 8 milhões de pessoas estão infectadas pelo T. cruzi, principalmente na
América Latina e recentemente Estados Unidos, Japão, Espanha, Austrália e
outros países vem apresentando elevação dos casos da doença.
Em 2010 a Dra. Juliana Cheleski, bolsista FAPESP,
pelo Instituto de Química de São Carlos (IQSC), anuncia a descoberta de
moléculas importantes para uma enzima do parasita Trypanosoma cruzi, que pode abrir novos caminhos no
desenvolvimento de fármacos para o tratamento dessa doença. A pesquisa, do
Instituto de Química de São Carlos (IQSC), constatou que na presença de certas
moléculas a atividade enzimática diminuiu o que interfere no ciclo de vida do
parasita. A pesquisa ganhou o prêmio “Sunset Molecular” no 18º European
Symposium on Quantitative Structure-Activity Relationships, congresso
internacional realizado na Grécia em setembro de 2010.
Esta pesquisa abriu as portas para um novo mundo de
esperanças e possibilidades como o desenvolvimento de fármacos para combater a
doença.
Mais recentemente a pesquisadora Galina Lepesheva e seus colegas da
Universidade de Vanderbilt (EUA) anunciaram ter conseguido curar ambas as
formas - aguda e crônica da doença de Chagas em Camundongos.
Para curar a doença nas cobaias, os pesquisadores
utilizaram uma pequena molécula, chamada VNI esta molécula inibe
especificamente uma enzima a diidroorotato desidrogenase (DHODH) essencial para a multiplicação
celular e a integridade do T. cruzi.
Nos modelos animais da doença de Chagas, a VNI
alcançou a cura com 100% de sobrevivência e sem efeitos colaterais tóxicos. Veja mais em: http://www.usp.br/agen/?p=37102
